15/04/11

O lado bom de não saber

O lado bom de não saber


Como o próprio autor citou, a humildade vem do latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. Quando se acha que já se sabe tudo, a porta para a recepção de conhecimento e evolução se fecha. Você sempre acreditará que já sabe como se faz, que já entende, quando o oposto é a verdade, por mais que se aprenda, por mais que se saiba, nunca é o suficiente, nunca será tudo. Basicamente, aprender requer humildade. É não achar que já sabe, que ninguém tem nada a ensinar, que o que se pensa é a verdade. Munido de atitudes arrogantes e auto-suficientes, qualquer inteligente será um tachado como tolo. Sem flexibilidade e humildade não chegaremos a lugar algum. Ficaremos presos em nosso egoísmo, ignorância ou prepotência. Segundo o autor, nós aprendemos com a correção dos nossos erros, porque o importante é notar que errar faz parte do aprendizado e que é algo importante na vida da pessoa que esteja tentando “andar pra frente”. Sempre que andamos para frente, entramos em contato com algo desconhecido. O que ficou para trás foram os conhecimentos obtidos pela experiência da vivência de acertos e erros e o que está à frente é totalmente desconhecido e desprovido de conceitos. O aprender é a chama que nos mantêm vivos e à busca de novas oportunidades. Toda descoberta transformadora vem com o aprendizado, do entendimento de determinados assuntos e comportamentos. Aprender sempre foi e será a missão das pessoas. Quando não estamos preparados para aprender, não estamos preparados para viver.


Estoque de conhecimento

Segundo o autor, as pessoas, para concretizar o ideal latente, devem esforçar-se constantemente em absorver conhecimentos, coletar dados, organizá-los e colocar em prática tudo o que aprenderam. A Educação Continuada é uma das estratégias mais importantes para profissionais manterem sua empregabilidade e empresas potencializarem sua competitividade. É a sua empregabilidade que está sendo renovada, sua capacidade empreendedora como profissional. Por outro lado, quanto mais a empresa investe em cursos para seus colaboradores, maior é a tendência do empregado permanecer na empresa. O colaborador percebe que a empresa acredita em seu potencial, e fica motivado para mostrar que tal investimento é válido. Essa demonstração vem através da melhora de sua performace no trabalho, implantação de novas rotinas e com certeza trará ganhos em produtividade e até aumento de lucros para a empresa. Entretanto, a competência corporativa só é efetivamente desenvolvida através de uma estratégia eficaz de aprimoramento constante de seus colaboradores. Finalizando, o autor deixa claro que o subsídio e estímulo à educação tem sido foco de investimentos por parte das grandes empresas, que assim motivam seus colaboradores, reduzem a rotatividade de seu quadro funcional ao mesmo tempo em que atendem às necessidades do mercado.


Lealdade Relativa


A produtividade hoje em dia é uma das principais diretrizes nas empresas, o fato de produzir „mais com menos‟ tem atraído a idéia dos gestores e diretores das organizações. A teoria de valorização das pessoas traz o aumento da produtividade como um dos principais resultados dos investimentos nesta área. Neste contexto mostra-se a evolução da valorização pessoal e seu impacto na produtividade de uma organização. Mostra também a evolução do tema produtividade nas organizações e como essa palavra tornou-se uma palavra-chave e um diferencial para a competitividade e inserção no mercado atual. A conscientização do capital intelectual da empresa é fundamental para uma excelência e nada mais é do que o reconhecimento de que as pessoas têm necessidades intrínsecas e específicas, que o gestor deve entender e utilizar da melhor forma possível no desenvolvimento do planejamento estratégico da organização e na operacionalização das atividades diversas da empresa, aumentando a produtividade da mesma, deixando-a mais competitiva e com chances de ganhar mercado em busca do sucesso. As necessidades variam de acordo com cada colaborador e ai encontra-se a questão fundamental de como diferenciá-los e como distribuir essas recompensas ao envolvidos com a empresa. Toda essência do trabalho de valorização do capital intelectual está relacionado a maior produtividade, devido a um maior comprometimento do colaborador em relação às atividades exercidas e ao todo da organização. Um colaborador comprometido chama pra si. algumas responsabilidades, especialmente em épocas de crise, onde se faz necessária a redução de custos e maior aproveitamento da matéria-prima; toma-se atitudes que ajudam a empresa nos desperdícios e, ainda, na conscientização dos demais, seja como exemplo, seja verbalmente, entre várias outras maneiras de mostrar que o comprometimento é o melhor resultado não só para empresa como para o próprio colaborador. O autor recorda que quando o colaborador se sente valorizado por sua empresa, o mesmo se empenha em verificar possíveis perdas em fases intermediárias do processo e com o conhecimento adquirido na execução de atividades busca soluções e até melhorias e inovações para sanar o problema ou o desperdício, evitando assim que a organização tenha que dispor de mão-de-obra especializada para identificar e buscar soluções, ganhando tempo, evitando gastos e achando soluções simples e objetivas muitas vezes.


Síndrome de Rocky Balboa

O autor nos propõe a seguinte pergunta: Na hora de escolher uma pós ou um curso de aperfeiçoamento, há aquele dilema entre fazer algo pelo qual se tenha genuíno interesse ou algo para atender a uma demanda de mercado. Dá para equilibrar? Especializar-se é importante, mas, para se dar bem, o autor declara que o profissional precisa ser capaz de lutar em várias frentes. Encarar as tarefas diferentes como crescimento e deixar o "isto eu não faço" para quando tiver resolvido o reino da necessidade. É preciso ter uma visão abrangente dos rumos que sua atividade e o mundo estão tomando, ver o que acontece em sua área de atuação. Ele relata que é preciso conciliar as perspectivas com suas habilidades e desejos para que sua carreira lhe traga, além de sucesso e reconhecimento, satisfação pessoal, isto é, que é preciso saber equilibrar. Ou seja, se eu sei que preciso passar por algumas atribulações, mas elas são a obtenção do positivo, farei com prazer e alegria. Se eu não conseguir entender por que estou fazendo aquilo e fico em lamúria de forma contínua, aí o que vou obter é mero sofrimento. O autor apresenta a seguinte comparação: Tem gente que tem "síndrome do Rocky Balboa". No primeiro filme, Rocky, um Lutador, ele precisa lutar no começo do filme. Aí ele vai e apanha, apanha, apanha. Depois, ele se prepara. Só que a preparação dele passa em dois minutos. E não é assim. Há cursos, especializações, atividades que demoram, que exigem trabalho, viagem, perda de uma parte do tempo para lazer e para a família. Para obter sucesso é preciso muita luta.


Vento oportuno

Saber aproveitar as oportunidades é uma habilidade essencial para aqueles que querem ir mais longe. Disponha-se a correr algum risco, mesmo porque o risco sempre estará presente. Afinal, oportunidades têm a ver com decisões e decisões por sua vez sempre envolvem riscos. Entre acertar e errar, o mais importante é decidir tentar. Muitos, por causa do medo de errar, nunca tentaram. Outros, sem saber que lhes era impossível foram lá e fizeram. Segundo o autor é importantíssimo arriscar um pouco mais enquanto é tempo. Investir mais na formação e no aprendizado. Adquirir novos conhecimentos, pois isso tem sempre muito valor e em se tratando de oportunidades é sempre um fator decisivo que pode ser usado em seu favor neste grande futuro que se tem pela frente. O autor enfatiza que o medo não pode nos paralisar, pois o medo é um sentimento natural e necessário ao homem. O problema é quando ele começa a causar sofrimento e a prejudicar a vida e a carreira da pessoa, isto é, o problema não é o medo, o problema é não saber administrar o medo. Muitas vezes a atitude diante deste sentimento que faz a diferença em nossas vidas. O medo tem efeitos destrutivos, principalmente quando nos leva a acreditar em possíveis danos estatisticamente improváveis. A maioria dos medos existe somente em nossas mentes, não fazendo parte da realidade. Um dos efeitos desse sentimento é nos deixar paralisados, nos impedindo de realizar algo, não porque somos incapazes, mas porque simplesmente nem chegamos a tentar. A mensagem central deste capítulo é nos fortalecer, nos ajudando a superar os obstáculos e medos, aproveitando assim as oportunidades e as mudanças necessárias para o nosso sucesso.


A tensão da mudança

Quando se fala em mudanças o que mais causa ansiedade e, por conseguinte, resistência, é a falta de explicações e definições para onde se irá mudar. Não existe uma forma única de administrar o processo de mudança e as resistências decorrentes da mesma. É fundamental, sim, estabelecer, com a melhor exatidão possível, aonde se quer chegar, como vai chegar e o que cada um "ganha e perde" nesse processo.

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